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Thiago Braga

THIAGO BRAGA

MINIBIO

Bacharel em Relações Internacionais pela ESPM-Sul. Mestre em Estudos Chineses pela Universidade de Pequim. Atual Doutorando em Antropologia pela Universidade da Califórnia Davis. Conduzo pesquisa de natureza etnográfica em universos conceituais chineses desde 2013, analisando padrões contingentes de individualização através de diferentes fenômenos sociais.

Meu atual projeto de pesquisa, iniciado em 2018, está localizado na intersecção entre teoria antropológica, filosofia comparativa, e história da estética, operando no contexto mais amplo da antropologia ontológica e das humanidades ambientais. Através de trabalho de campo multi-sítio entre Kunming, Pequim, Nanjing, e Taiwan, estudo a crescente popularidade de formas ritualísticas de consumo de chá em grandes centros urbanos, um fenômeno com múltiplas configurações usualmente denominado ""arte do chá"" (茶道艺术 chadao yishu). Combinando conceitos centrais inerentes à cosmologia da filosofia chinesa com elementos tecnocientíficos do estudo do chá no âmbito da ciência do alimento, a prática da arte do chá -- que engloba entusiastas de diferentes classes sociais, auto-intitulados mestres do chá, oficiais do governo, a integrantes do mercado de chá na China e Taiwan -- dá origem a uma série de importantes reconfigurações críticas no senso de pessoalidade na China contemporânea. Diante da realização da precarização de uma série de conexões interpessoais, éticas e ecológicas no período pós-reforma, a arte do chá se torna um espaço experimental para a curadoria de novos modelos de interconexão entre o eu, o outro, e o meio-ambiente de forma heterogênea, borrando a linha entre tradição e modernidade ao unir cogitações éticas e cosmológicas através da técnica estético-artística. Dessa forma, proponho pensar o relacionamento com chá na China contemporânea como vetor para uma ecologia social.

Amplamente, meus interesses de pesquisa estão no comprometimento da antropologia ontológica de analizar múltiplos horizontes conceituais e vias de acesso à realidade, na filosofia comparativa entre tradições chinesas e ocidentais, no relacionamento entre humanos e plantas, e no estudo da China contemporânea enquanto projeto de desmantelamento de binários hegemônicos do pensamento pós-iluminista (corpo/mente, objeto/sujeito, moderno/tradicional).

Palavras-chave: Antropologia, Chá, Cosmologia, Ontologia, Filosofia, Ética, Estética, Arte